Investigador da Polícia Civil é assassinado ao sair de bar no sul do Espírito Santo

Um investigador da Polícia Civil foi assassinado na noite de quinta-feira (11), na frente de um bar, localizado em Iúna, no sul do Espírito Santo. De acordo com a Polícia Militar, durante patrulhamento pela cidade, uma equipe ouviu disparos de armas de fogo e seguiu em direção à rua José Antônio Lofego, onde presenciou uma aglomeração e duas pessoas caídas na calçada, ambas baleadas. 

De acordo com informações da Polícia ele estava dentro de um estabelecimento quando foi abordado

A Polícia Militar informou ainda que Jane Antônio Rosa de Azevedo, de 65 anos, estava dentro do estabelecimento conversando com amigos quando um homem chegou e começou a importuná-lo. Para evitar a confusão, ele saiu do local e seguiu em direção ao seu carro, que estava estacionado próximo ao bar. 

O suspeito, no entanto, o acompanhou até o veículo, tentando impedir que ele abrisse a porta, sacou uma arma e começou a atirar. Neste momento, segundo a polícia, o investigador revidou os disparos, dando início a uma troca de tiros.  

O Samu foi acionado, mas quando chegou ao local, o policial já estava sem vida. O outro homem, que teria dado início aos disparos, ainda apresentava sinais vitais quando as equipes de saúde chegaram, mas não resistiu aos ferimentos e morreu à caminho do hospital. 

O titular da Delegacia de Iúna esteve no local acompanhando o trabalho da perícia. Ao lado do policial, foi encontrada uma pistola calibre 40, de mesma numeração, material e carga da Polícia Civil. Já perto do outro homem, estava um revólver calibre 38, com cinco cartuchos deflagrados. As duas armas foram recolhidas e encaminhadas à delegacia. 

Nota de pesar

A Polícia Civil do Espírito Santo divulgou uma nota de pesar após o crime. Confira a íntegra:

“É com tristeza que a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) recebe a notícia da trágica e covarde morte do investigador de Polícia Jane Antônio Rosa de Azevedo, de 65 anos. O investigador entrou na polícia no dia 7 de janeiro de 2014 e sempre trabalhou na Delegacia de Iúna.

Na unidade e região fez amigos e era reconhecido pelo excelente trabalho, comprovado em sua ficha funcional que registra vários elogios de suas chefias imediatas, superintendentes e delegado-geral. Destacou-se em investigações que trabalhou, que levaram à condenação criminosos perigosos na região, e sempre será lembrado pela dedicação, pensamento coletivo e esmero em cumprir as missões.

Recebeu também congratulações pelo apoio em operações que participou, não só em Iúna, como em outras cidades da região do Caparaó. Manifestamos aqui nossa solidariedade aos amigos e colegas que ele fez na instituição, bem como aos familiares, rogando a Deus que conforte o coração de todos neste momento.”