Meia reclama de impaciência e gritaria de Henry como técnico: “Não matou o jogador nele”

Aposta do Monaco para tentar fugir da má fase no meio da temporada, Thierry Henry não fez sucesso em sua primeira empreitada como treinador. E a insatisfação com o ídolo francês não ficou por conta apenas dos resultados em campo: o ex-atacante deixou o elenco incomodado diversas vezes, como revelou o meia Golovin.

Em entrevista ao site “Goal”, o jogador russo fez duras críticas ao método utilizado por Henry no dia a dia como treinador. Para Golovin, o ex-atleta, aposentado dos gramados desde 2014, ainda não conseguiu deixar para trás o instinto da carreira anterior.

– Talvez Henry não matou o jogador dentro dele. Quando as coisas não estavam funcionando durante os treinos, ele ficava nervoso e gritava muito. Talvez fosse desnecessário. Ele era muito forte como jogador, e os únicos jogadores próximos de seu nível no Monaco são talvez Falcao e Fabregas – disse Golovin.

Golovin chegou ao Monaco no começo da temporada — Foto: AFP

Golovin chegou ao Monaco no começo da temporada — Foto: AFP

Henry foi contratado como treinador principal do Monaco em outubro do ano passado, quando o clube estava mergulhado em uma crise e na zona de rebaixamento do Campeonato Francês. Substituto de Leonardo Jardim, o ex-atacante não conseguiu melhorar o desempenho do time e conquistou apenas quatro vitórias em 20 partidas – sendo demitido com menos de quatro meses de trabalho.

– Ele ia para o campo e mostrava para nós como treinar. E gritava. Talvez um técnico diferente diria: “Vamos lá, vamos fazer juntos”. Mas ele ficava nervoso, corria pelo campo e começava a jogar e mostrar as coisas para nós. Ele gritava: “Tente pegar a bola de mim”. Os jogadores eram na maioria calmos, mas talvez ficassem um pouco em choque – revelou Golovin.

O russo citou, inclusive, ocasiões que Henry deixava de conversar com os jogadores por irritar-se com o desempenho nos treinos:

“Poderia dizer que ele não fez a transição completa para o papel de técnico. Havia vezes que ficava magoado e não falava conosco, revendo táticas por horas”.