Empresário do ES é encontrado morto em cova rasa em Cabo Frio, RJ, após família ser extorquida
Polícia acha corpo de empresário que estava desaparecido em Cabo Frio A Polícia Civil encontrou o corpo de um empresário do Espírito Santo (ES) enterrado em uma...
Polícia acha corpo de empresário que estava desaparecido em Cabo Frio
A Polícia Civil encontrou o corpo de um empresário do Espírito Santo (ES) enterrado em uma cova rasa no bairro Unamar, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, na madrugada desta sexta-feira (6). Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, havia desaparecido em outubro.
Após o crime, segundo a polícia, traficantes passaram a exigir transferências bancárias de familiares e conhecidos, simulando que o empresário, do ramo de madeira, ainda estava vivo e mantido em cativeiro.
O caso foi investigado pela Delegacia Antissequestro (DAS), depois que a Polícia Civil do Espírito Santo comunicou o desaparecimento do empresário em Cabo Frio e informou sobre as exigências de pagamentos feitas a pessoas próximas da vítima.
Segundo a polícia, duas mulheres foram presas por participarem das transações financeiras. Depois, os agentes chegaram a Wallace Santos de Oliveira, apontado como o executor. Ele morreu em uma troca de tiros na última semana.
Já Lucas Reis Lima de Freitas, de 20 anos, foi localizado nesta quinta-feira (5) e preso. Ele confessou ter ocultado o cadáver, indicando o local onde o corpo foi enterrado.
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"Então, a gente elucidou esse caso, que a princípio se tratava de sequestro, mas, ao final, a gente descobre se tratar de um latrocínio, onde roubaram a vítima e depois a mataram um para que ela, talvez, pudesse não delatar esses criminosos à Polícia Civil", disse William Pena Júnior, delegado titular da DAS/RJ
Cronologia do crime
Christiano Deorce Benedito, o ES, foi encontrado morto em Cabo Frio, no RJ, na madrugada desta sexta (6)
Arquivo
De acordo com as investigações, Christiano Deorce Benedito chegou a Cabo Frio no dia 20 de outubro para realizar entregas comerciais e se hospedou em um hotel no bairro Aquarius.
No dia seguinte, 21 de outubro, ele teria sido atraído por criminosos e entregue a integrantes do tráfico de drogas local. O empresário foi assassinado ainda no dia 21, segundo a Polícia Civil, por motivação patrimonial.
Mesmo após a morte da vítima, os criminosos continuaram a extorsão, exigindo transferências via PIX sob o falso argumento de que o empresário estava sequestrado.
A família registrou o desaparecimento no dia 22 de outubro. No dia seguinte, os investigadores realizaram o rastreamento de uma movimentação bancária vinculada a uma mulher, que acabou presa durante a operação e deverá responder pelo crime de extorsão.
Operação e localização dos envolvidos
No dia 27 de outubro, os policiais localizaram Wallace Santos de Oliveira, conhecido como WL, apontado pelas investigações como gerente do tráfico de drogas em Unamar, no segundo distrito de Cabo Frio. Segundo a Polícia Civil, ao receber voz de prisão, ele reagiu e trocou tiros com os agentes.
Atingido, caiu em um rio e teve o corpo resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros.
As investigações também levaram à identificação de Lucas Reis Lima de Freitas, de 20 anos. Ele foi localizado nesta quinta-feira (5), em um hotel em Saquarema. Durante o interrogatório, confessou participação na ocultação do cadáver e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido enterrado.
A equipe seguiu até Unamar, onde, na madrugada desta sexta (6), encontrou o corpo do empresário em uma cova rasa, utilizada como sepultamento clandestino. Nas proximidades, também foi localizada a caminhonete da vítima.
Acusação inventada para justificar assassinato
Ainda segundo a investigação, para justificar a execução de Christiano perante integrantes da comunidade, os envolvidos teriam espalhado falsamente que o empresário seria estuprador.
A apuração aponta que o grupo pretendia arrecadar R$ 4 mil por meio das transferências bancárias exigidas de familiares e conhecidos. Além disso, os criminosos planejavam negociar a caminhonete do empresário por aproximadamente R$ 40 mil.
Parte do valor obtido com a negociação do veículo seria destinada às pessoas que teriam intermediado o esquema de extorsão, utilizando contas bancárias para receber as transferências.