Grupo criminoso lavava dinheiro com bets e influenciadores no ES e mais 5 estados, diz PF; quase R$ 1 bi é bloqueado
Polícia Federal deflagrou a Operação Slots nesta quarta-feira (15) no Espírito Santo e outros cinco estados. Divulgação/PF Uma operação da Polícia Fed...
Polícia Federal deflagrou a Operação Slots nesta quarta-feira (15) no Espírito Santo e outros cinco estados. Divulgação/PF Uma operação da Polícia Federal (PF) que tem como alvo um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro com jogos on-line irregulares cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Espírito Santo e em outros cinco estados na manhã desta quarta-feira (15). A ação, que recebeu o nome de Operação Slots, investiga o uso de empresas de fachada, plataformas de apostas (bets) ilegais e o uso de influenciadores digitais para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes do tráfico de drogas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com a corporação, as investigações também apontaram um crescimento de patrimônio incompatível com a capacidade financeira dos investigados. A 2ª Vara Criminal de Vitória também autorizou medidas cautelares de bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951.140.294, além do embargo de um imóvel e de veículos de luxo. Veja onde são cumpridos os mandados: Espírito Santo São Paulo Rio de Janeiro Paraná Paraíba Sergipe Agora no g1 LEIA TAMBÉM: WAGUINHO BATMAN: quem é miliciano preso no RJ acusado de mandar matar vereador no ES VILA VELHA: jovem sofre importunação sexual em ônibus do Transcol, pede ajuda a motorista e idoso é preso PRESIDENTE KENNEDY: irmãos são presos após ameaçarem cadeirante grávida no Sul do ES Como funcionava o esquema A investigação identificou uma estrutura criminosa "voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line", informou a Polícia Federal. No esquema, influenciadores digitais eram usados para divulgar os sites irregulares e empresas intermediadoras de pagamento. Ainda segundo a corporação, as plataformas divulgadas pelos influenciadores investigados não possuíam autorização para funcionamento no Brasil. Para criar uma falsa aparência de regularidade aos consumidores, as empresas usavam de forma indevida selos e símbolos relacionados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), órgãos reguladores da atividade. Com a operação desta quarta (15), os envolvidos também foram proibidos de divulgar as plataformas de apostas irregulares e as empresas investigadas tiveram suas atividades suspensas. A operação ainda estava em andamento até a publicação da reportagem. A PF não divulgou se prisões foram efetivadas e nem os nomes dos envolvidos nos esquemas. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo