'Me trataram como louca': escoltada pela polícia após confusão em voo para o Brasil diz que vai processar companhia aérea
Funcionária da Latam ameaça tirar brasileiros de voo na Alemanha e aciona a polícia A técnica projetista Pâmela Baldan, de Vitória, afirmou que vai proces...
Funcionária da Latam ameaça tirar brasileiros de voo na Alemanha e aciona a polícia A técnica projetista Pâmela Baldan, de Vitória, afirmou que vai processar a Latam após ter sido escoltada por policiais durante uma discussão sobre assentos em um voo entre Frankfurt, na Alemanha, e Guarulhos, em São Paulo, no último sábado (23). Veja o vídeo da confusão acima. Após a repercussão do caso, Pâmela disse que a companhia entrou em contato com ela, pediu desculpas e devolveu o valor pago pelos assentos com espaço extra, mas nenhuma proposta de acordo havia sido apresentada até a publicação desta reportagem. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Um casal de brasileiros havia comprado um assento com mais espaço, mas recebeu no cartão de embarque em um outro lugar, sem o benefício. Pâmela e o marido voltavam de uma viagem de férias na Alemanha. "Eles me trataram como louca. Eu mostrava os comprovantes e ninguém queria ouvir", relembrou a passageira que foi obrigada a trocar de assento e viajar distante do marido por 12h. Pedido de desculpas Dois dias após o episódio ocorrido no voo LA 8071, Pâmela contou ao g1 que recebeu uma ligação da companhia aérea na manhã desta terça-feira (26). Segundo a passageira, a empresa pediu que ela relatasse novamente toda a situação e informou que o caso será encaminhado para análise da diretoria. "Eles pediram mil desculpas, fizeram algumas perguntas e perguntaram se poderiam tentar uma negociação comigo durante o dia. Eu disse que ouviria o que eles têm para dizer, mas dificilmente vou aceitar'', afirmou. Pâmela disse que pretende registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor e na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Para isso, precisava de um protocolo de atendimento da companhia, o que motivou os contatos feitos com a empresa nos últimos dias. A passageira contou que a Latam já realizou a devolução do valor pago pelos assentos com espaço extra, mas considera que a restituição não resolve os transtornos vividos durante a viagem. "Desculpa não vai funcionar nada neste momento. O valor do assento eles devolveram imediatamente, mas isso não apaga tudo o que aconteceu". Geovany Baldan e Pâmela Baldan em viagem pela Europa. Casal mora no Espírito Santo e teve problemas com voo da Latan da Alemanha para o Brasil Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Funcionária da Latam ameaça tirar brasileiros de voo na Alemanha e aciona a polícia em confusão por assento LEI: Voo atrasado ou cancelado: veja quais são os direitos dos passageiros "Ninguém veio em nosso favor" Ao g1, Pâmela voltou a criticar a atuação das equipes envolvidas no atendimento durante a confusão. Segundo ela, tanto funcionários de bordo quanto funcionários de solo ignoraram os comprovantes que mostravam a compra dos assentos e destacou que todos eram brasileiros. "Ninguém da tripulação veio em nosso favor. Nem os funcionários de bordo, nem os funcionários de solo. Todos foram contra. Todos". A capixaba afirma que o quê mais a marcou foi a sensação de estar sendo tratada como alguém que estava causando um problema sem ter razão. Separada do marido por 12 horas após viagem de férias à Alemanha Segundo Pâmela, outro ponto que a deixou chateada foi a separação do casal durante toda a viagem de retorno ao Brasil. Ela e o marido, o engenheiro mecânico Geovany Baldan, haviam planejado as férias na Europa com antecedência e viajavam juntos pela primeira vez para a Alemanha. Após a confusão, porém, cada um permaneceu em um local diferente da aeronave. "Foram 12 horas de voo. Eu fiquei longe do meu marido e totalmente abalada com tudo o que tinha acontecido. Você já está voltando de uma viagem longa, cansada. E aí passa o voo inteiro tensionada por causa daquilo. Eu pedia a Deus para tirar aquela situação da minha cabeça, mas o filme passava o tempo todo", relembrou. Pâmela também relatou que acabou acomodada entre dois passageiros, em um assento diferente daquele que havia comprado originalmente e que fez uma viagem desconfortável. O que diz a Latam Ao g1, a Latam informou que, após o episódio no voo LA8071 (Frankfurt-Guarulhos) de sábado (23 de maio), a companhia identificou que os assentos dos clientes em questão foram alterados automaticamente ainda em 2025 para lugares separados entre si, uma vez que suas reservas foram realizadas separadamente. A Latam disse ainda que lamenta o desconforto vivenciado pelos clientes e está em contato com eles. "A companhia esclarece e reforça que não é possível realizar novas alterações de assentos já a bordo. Os procedimentos realizados pelos colaboradores da Latam visam garantir segurança, eficiência e celeridade da operação de voo", explicou a nota. Questionada, a companhia não informou por que a passageira teve que viajar em um assento sem espaço extra, conforme havia adquirido no momento da compra da passagem. Movimento no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Paulo Pinto/Agência Brasil Relembre o caso Um vídeo mostra o momento da discussão dentro da aeronave. A funcionária de solo da Latam - que atua no aeroporto - pede que a passageira saia do assento onde já estava sentada, e cuja marcação constava originalmente no pedido da compra, e que se sentasse em outro lugar. O pedido para sair foi feito mesmo com os clientes alegando que tinham comprado assentos com mais espaço, conforme consta no bilhete emitido no momento da compra. Pâmela Baldan, passageira envolvida na confusão, contou que a discussão teria começado no momento em que ela recebeu um cartão de embarque com assentos diferentes dos que havia comprado. "Em novembro, eu comprei duas passagens de volta. Os assentos marcados foram os 13 K e 13 L. Mas, na hora do embarque, o cartão veio com outros assentos na fileira 17", detalhou a capixaba de Vitória. Ao entrar no avião, a passageira relatou a divergência para os comissários, mas eles disseram que ela poderia seguir para o assento comprado. Ela, então, se dirigiu para os assentos com mais espaço na fileira 13. Logo depois, outra passageira se apresentou dizendo que também havia comprado um dos assentos onde o casal estava. Era a poltrona 13 K, onde Pâmela estava sentada. Geovany e Pâmela Baldan tentavam retornar ao Espírito Santo após confusão em voo na Alemanha Reprodução Quando ficaram sabendo da divergência dos assentos, comissários do avião acionaram a equipe de solo para resolver a confusão com as marcações. Foi quando a funcionária de solo entrou na aeronave e pediu que Pâmela saísse do lugar e fosse para um assento comum (sem o benefício adquirido). A capixaba se recusou a sair alegando que também tinha comprado aquele assento e que não iria para outro mais apertado, já que não era o que havia comprado. A passageira do Espírito Santo disse ainda que a funcionária da companhia aérea estava irredutível e ameaçou chamar a polícia. Mesmo apresentando os comprovantes de que pagou por mais espaço, Pâmela foi escoltada por policiais e obrigada a voltar para o Brasil em um assento menos confortável. O marido ficou no assento onde eles estavam antes. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo S Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo