Polícia prende suspeito de matar, decapitar e carbonizar absolvido por morte da menina Araceli no ES
Dante de Barros Michelini, durante interrogatório em 1980 por morte de menina Araceli, no Espírito Santo Arquivo/ TV Gazeta A Polícia Civil prendeu um suspei...
Dante de Barros Michelini, durante interrogatório em 1980 por morte de menina Araceli, no Espírito Santo Arquivo/ TV Gazeta A Polícia Civil prendeu um suspeito pelo assassinato de Dante Michelini, encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Guarapari, no último dia 3. O homem veio da Bahia e estava morando em Guarapari há alguns meses. Na manhã desta quarta-feira (11), a cabeça de Dante Michelini foi encontrada. O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, confirmou a prisão, informando apenas que "trata-se de um caso solucionado” e que os detalhes vão ser apresentados em uma coletiva de imprensa. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp 'Dantinho', como era conhecido, foi encontrado em um sítio localizado em Meaípe. Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país. No entanto, as informações iniciais não relacionam o crime com a morte de menina. Cabeça de Dante Michelini é encontrada pela polícia na maré em Guarapari Absolvido por assassinato é encontrado decapitado e carbonizado no ES, diz irmão Caso Araceli: polícia usa cães farejadores para tentar encontrar cabeça de Dante EXCLUSIVO: 'Mal investigado', diz irmão de Araceli Relembre o caso Araceli: história da criança que foi raptada, drogada, estuprada e morta Polícia prende suspeito de matar e decapitar Dante Michelini Suspeito dormia no sítio e briga teria sido motivação para o crime De acordo com o chefe da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa de Guarapari, delegado Franco Malini, o suspeito de cometer o crime já estava preso por furto desde 28 de janeiro, e foi identificado e localizado pelo setor de inteligência da polícia. O homem foi retirado do presídio para prestar depoimento, ele confessou ter matado Dante. Também indicou onde havia descartado a cabeça da vítima e a faca utilizada, localizada pelos Bombeiros no ponto informado. O suspeito alegou que o crime ocorreu após uma briga com Dantinho. “Segundo a investigação, o suspeito estava em Guarapari desde o fim de dezembro. Ele dormia num pedaço da chácara, num prédio, numa construção da chácara, sem autorização da vítima. A vítima descobriu, foi tirar ele do local, mas houve uma luta corporal. Após ser expulso do local, ele voltou pela mata e atacou Dante por vingança. Para a polícia, o crime ocorreu entre 19 e 20 de janeiro. Até o momento, não há informações sobre outros crimes que o suspeito possa ter cometido na Bahia. “O fogo que queimou a casa foi avistado no dia 20 de janeiro. Ele fala que matou a vítima oito dias antes de ser preso por furto, então bate com as nossas investigações", frisou Malini. Entenda o caso Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi encontrado morto, decapitado e carbonizado, em um sítio em Meaípe, em Guarapari. O corpo foi identificado Polícia Científica por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares. A confirmação da morte foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada poucas horas depois. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local. Vídeo mostra sítio onde corpo de Dante Michellini foi encontrado no ES Buscas para tentar encontrar a cabeça de Michelini estão sendo realizadas com o apoio de cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros desde quando o crime foi descoberto. Uma piscina do sítio, que apresentava odor semelhante ao de corpo em decomposição, chegou a ser esvaziada. No local, porém, foram encontrados apenas restos de duas tartarugas. Além das buscas na propriedade, a investigação focou também na rotina da vítima. A polícia disse que ia ouvir familiares e pessoas que tiveram contato recente com ele para entender com quem convivia, quais foram seus últimos encontros e os contatos feitos antes da morte. Um dos pontos apurados é a informação de que a família teria colocado o sítio à venda. Dante de Brito Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo Reprodução Passado Dante Brito Michelini foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país. Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória. Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. (assista no vídeo abaixo) "Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época. Dante de Barros Michelini nega envolvimento com a morte de Araceli LEIA TAMBÉM: EM GUARAPARI: universitário reage a assalto e é morto a facadas 'MAL INVESTIGADO': após morte brutal de absolvido pela morte de Araceli, irmão relembra crime no ES ENTENDA: por que avenida de Vitória leva mesmo nome de absolvido por morte de Araceli? Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973. Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos. Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000. Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil. *Com informações de Vilmara Fernandes/A Gazeta Caso Araceli Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo