Três são presos no ES por aplicar golpe de R$ 200 mil em médico de Goiás
Médico de 74 anos perde mais de R$ 200 mil em golpe da falsa central bancária Três pessoas foram presas em flagrante na Grande Vitória suspeitas de integrar...
Médico de 74 anos perde mais de R$ 200 mil em golpe da falsa central bancária Três pessoas foram presas em flagrante na Grande Vitória suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no golpe da falsa central bancária. Segundo a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo de mais de R$ 200 mil a um médico de 74 anos, morador de Goiânia, em Goiás, e atuava em diferentes estados do país. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (7). Para aplicar o golpe, os investigados entravam em contato com clientes de bancos se passando por gerentes e informando sobre supostas movimentações suspeitas nas contas. Com isso, conseguiam convencer as vítimas a fornecer dados e códigos que permitiam o acesso às contas. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As prisões aconteceram em Viana e Vila Velha, na Região Metropolitana de Vitória, durante uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo, em apoio à Polícia Civil de Goiás. Foram presos Riany Carla de Almeida Ewald, de 23 anos, Michael Arcanjo Goedert Mais, de 24, e Renato Marcelino Cazaroto, de 42. As imagens divulgadas pela polícia já vieram O g1 não conseguiu localizar as defesas dos envolvidos. Médico de Goiás perdeu mais de R$ 200 mil em golpe da falsa central bancária. Três suspeitos foram presos no Espírito Santo Divulgação/PCES LEIA TAMBÉM: 80 TRANSFERÊNCIAS: Funcionário de cooperativa é preso por alterar selfies de clientes e desviar R$ 2 milhões via Pix no ES LINHARES: Integrante de grupo criminoso da BA ligado ao Comando Vermelho morre em confronto com a PM no ES Segundo as investigações, os suspeitos tinham funções diferentes no esquema. Além de cederem as próprias contas para receber o dinheiro das vítimas, eles recrutavam outras pessoas para participar do esquema em troca de comissão. Dinheiro do médico chegou à conta de suspeita no ES O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil de Goiás depois que um médico de 74 anos foi vítima do golpe, no dia 23 de julho. De acordo com o adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Ícaro Olimpio, o criminoso entrou em contato com a vítima se passando pela gerente do banco e informou que havia transferências agendadas sem autorização. "A gerente se colocou à disposição para ajudá-lo a cancelar essas transferências, mediante o envio de um link no qual essa vítima veio a clicar, enviando o código de confirmação e, a partir daí, os criminosos, se passando pelo gerente do banco, conseguiram acessar a conta e efetivar diversas transferências, culminando em um prejuízo de mais de R$ 200 mil a essa vítima", disse o delegado. Ao rastrear o caminho do dinheiro, os investigadores descobriram que parte dosvalor havia sido transferida para a conta de uma empresa ligada a Riany, que mora em Viana. A Polícia Civil capixaba foi acionada e começou a procurar a mulher. Os agentes foram até a loja de óculos onde ela trabalhava, mas foram informados de que ela não estava mais no local. Segundo o chefe da Divisão Patrimonial (DRCCP) e titular da DRCC, delegado Brenno Andrade, funcionários da loja relataram aos policiais que Riany já teria envolvimento com golpes. Ela foi localizada posteriormente na casa da avó. "Para nossa surpresa, as próprias colegas falavam que ela já tinha o hábito de aplicar golpes. Ela não estava na loja, mas tivemos êxito em encontr-lá. Ela confessou o crime, falou que recebeu aproximadamente R$ 5 mil em função desse empréstimo da conta", disse Brenno. De acordo com a investigação, Riany utilizava a própria conta bancária para receber valores desviados e também passou a recrutar parentes, amigos e conhecidos para cederem suas contas. Médico de Goiás perdeu mais de R$ 200 mil em golpe da falsa central bancária. Três suspeitos foram presos no Espírito Santo Divulgação/PCES Recrutadores foram presos em Vila Velha Ainda segundo a polícia, Riany indicou aos investigadores o endereço de Michael Arcanjo Goedert Mais, que teria vindo de Santa Catarina para tratar de assuntos relacionados ao esquema. Os policiais foram até um endereço em Itaparica, em Vila Velha, onde encontraram Michael e também Renato Marcelino Cazaroto. Os dois foram presos em flagrante. A investigação aponta que eles atuavam como recrutadores de pessoas de diferentes partes do país dispostas a emprestar as contas bancárias para receber o dinheiro das fraudes. Em troca, os titulares recebiam uma comissão. "Esses recrutadores têm a expertise, sabem praticar o golpe, têm o conhecimento técnico, e, com isso, além de usar as contas das pessoas, acabam ensinando e passando adiante esse conhecimento e, dessa forma, fazendo diversas vítimas", apontou Ícaro Olimpio. Segundo Brenno Andrade, os dois homens também confessaram a participação e disseram que estavam no Espírito Santo para tentar conseguir outra conta para o esquema. "Eles confessaram o crime e contaram que estavam aqui para tentar outra conta laranja. Ele [Renato] tinha 11 passagens por diversos crimes, sendo um deles por estelionato", afirmou o delegado. Médico de Goiás perdeu mais de R$ 200 mil em golpe da falsa central bancária. Três suspeitos foram presos no Espírito Santo Divulgação/PCES Polícia busca outros integrantes As investigações continuam para identificar outros participantes e chegar às possíveis lideranças da organização criminosa. Segundo Ícaro Olimpio, a estrutura descoberta pela polícia é maior do que inicialmente se imaginava. "Ela (Riany) disse que estava há menos de dois meses atuando nesse esquema, mas há envolvimento de outras pessoas. A mulher disse que os recrutadores sempre falaram de pessoas do Rio de Janeiro". Os três suspeitos foram autuados por estelionato, fraude eletrônica, sucessão criminosa e lavagem de capitais e encaminhados ao sistema prisional. As prisões foram mantidas durante a audiência de custódia, apesar dos pedidos de habeas corpus. A polícia também alerta que ceder uma conta bancária para receber dinheiro proveniente de crimes pode gerar responsabilização criminal. "A conta que você emprestou foi utilizada para prática criminosa, você pode responder pelo crime de estelionato para a cessão da conta", alertou Brenno Andrade. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo